é sobre as quatro fases da obra

o magnum opus da criação impessoal


obra singular se sentir é existir a sós

num acto único de magia intelectual


"coeli terraeque meator"


porque a obra é o caminho

Shamahan é nosso Pastor

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Madre-selva

Poderosas manifestações de vida.

Ramificações azuis

Cosmos vivo.

Torrente


















É um lugar de revelação, o peixe é um animal psíquico.

A miragem do psiquismo









O castelo iluminado.

A montanha dos deuses















Tesouro selvagem.

Flores douradas















Nutriente selvagem em clarividente repasto.

Instrumental reduto
















Atingir a perfeição.

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Gesto emotivo

















Depois da noite e da água subsiste a emoção, numa outra cidade,
o expressivo sentimento de afagar o espiritual.


Resta questionar o mistério.

Gesto votivo

















de eterno retorno.

Gesto atrevido

















de tradição espiritual.

Nocturna cidade aquática

















Imersa na noite e na água.

Narciso pungente















Invasivo mas aparentemente imperceptível
disparando sob quente e densa atmosfera
para efabular instantâneas mitologias.

Narciso radiante















Ainda em tom de desafio alucinado, de quando em vez,
lá consegue o fotógrafo afinar um momento rebuscado.

A interacção em que se dá o milagre, o transpor barreiras
com o olhar desinteressado e a cumplicidade dos piratas.

Narciso petulante

Não se esquiva a um desafio
mas com a postura de arrancar à rude vizinhança
sólidas e robustas
poses
que revelam um momento destemido.


O olhar não é necessário
para coincidir no real a intenção.

O acto fotográfico de pressionar o botão
(esse momento mágico)
não impressiona pela audácia do fotógrafo
mas pela necessidade de dominar o tempo
num pequeno enquadramento do mundo.

Inerente a esse ínfimo olhar é a fome de mundo
(essa megalomania do ser)
apenas saciada por breves instantes
e só por afagar, numa fracção da realidade
uma fraca e ilusória memória, não por intervir
enrolado nessa mesma realidade múltipla
que partilhamos desde sempre,
mas por presenciar esse desenrolar cósmico
e ser testemunha do abundante esquecimento.

E porque registado à laia alucinatória
a imagem é algo que se não se esquece.

Narciso flutuante















O olhar distante e passivo não ousa enfrentar a travessia.

Deixa-se flutuar na vivência de um voyeurismo quotidiano
inerte mas no enquadramento psicológico de um desafio.

Fotógrafo consciente da sua posição, quase camuflada,
de olhar tímido que apenas regista a forma e a presença
por cordial distância e sem perturbar as ondas da existência.

untitled

untitled














A fotografia também se abstém das pessoas e focando objectos
regista a consequência dessas mesmas pessoas, máquinas
que num enquadramento eficaz podem criar abstrações
ou figurações de geometria mecânica ou industrial.

Pink Sunday II


A mesma atitude pode assumir uma postura mais frontal
perante o mesmo acontecimento, numa aproximação
que revela sempre uma vertente mais pessoal
e mais humana na proximidade com que
(o sentir de uma quase reportagem)
provoca a alma do fotógrafo.

Pink Sunday I















A atitude jornalística, de quem fotografa pessoas na rua
pode ficar escondida perante um certo acontecimento.

Estreita ligação


Entretanto, no exterior do templo
uma estreita ligação uniu
uma outra equipa de reportagem
e o olhar do
mesmo fotógrafo.

paisagem urbana


sobre a água

Antecâmara da fé
















No recolhimento, na contemplação e na oração se refugiam os fiéis
indiferentes ao olhar invasivo da câmara que regista, do restauro,
os andaimes que sustentam o altar e talvez o preservem de ruir.

É efémera a passagem do tempo?















Perante uma equipa de reportagem,
numa rua comercial em que se destaca
uma conhecida marca de artigos electrónicos,
entre os quais relógios e máquinas de calcular,
é um estilo de vida que enfrenta a câmara de filmar
e também o microfone que impedem a passagem
e invadem o enquadramento do fotógrafo.

originalmente mediterrânico


Ascendência cúmplice, íntima na esperança
ou na responsabilidade do investimento,
que é recolher o fruto das oliveiras,
arrebanhado como sustento.

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malha de subsistência














As redes levantam-se em terra.

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cromatologia
















Na ausência da cor
(ao nível do conhecimento cosmológico)
o obscuro, a impregnação do negro,
sombrio e brilhante,

(como o dualismo intrínseco do ser)
é o covil da geração e da colheita no céu de Mercúrio
bem como no céu de Saturno, psicológico e místico,
a natureza, o pensamento e a inteligência
sempre leal e rebelde.

sonho pedra erguida
















Cinzel Tempo.
Raio Alquímico.

sem título

A consciência é profundidade



























A floresta mutilada
ao ínfimo suspiro que exalamos.

Arrebatamento idealizado
sobre a forma de um sorriso
mas sem correspondência
com ocorrências ou mistérios
e no entanto, necessário.

Toda a forma
preenche um vazio
e em absoluto,
todas as infinitésimas partes
estão na nossa consciência.

O grua-de-constrói-articulado
também chega a todo o lado
mas de uma outra forma
que deixa tudo em aberto.

sem título

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